AVALIAÇÃO AMBIENTAL DA LAGUNA DE ARARUAMA, PARA SUBSÍDIAR UM PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO E GESTÃO - Batimetria da Lagoa de Araruama

 

 

 

Realização

Rede UFF de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Patrocinadores

FAPERJ

Apoio

WWF

 

 

 

O PROJETO

 

COORDENADOR DO PROJETO: Julio Wasserman - UFF / OADS

O objetivo do presente trabalho foi de construir modelos hidrodinâmicos que permitissem a avaliação dos processos de diluição de contaminantes na laguna de Araruama. Para atingir este objetivo geral, foram realizados estudos específicos com o objetivo de construir os modelos, a saber:

1) batimetria da laguna (com o apoio do Consórcio Intermunicipal Lagos São João);
2) modelagem hidrodinâmica com o modelo Aquasea;
3) avaliação das taxas de decaimento dos coliformes.


METODOLOGIA E RESULTADOS

 

A cada um dos estudos realizados foram aplicadas as seguintes metodologias:

1) Digitalização das batimetrias anteriores datadas de 1975 e de 1984. Este estudo teve por fim verificar a evolução das profundidades com o tempo.
2) Batimetria atual: A batimetria atual foi nivelada ao datum de Imbituba e realizada em levantamento com linhas de 200 em 200 metros por toda a laguna, incluindo as áreas mais rasas (até 30 cm) e no canal de conexão com o mar (Canal de Itajuru).
3) Modelagem hidrodinâmica: Foi realizada com o software Aquasea, permitindo a simulação de 197 cenários diferentes de vento e de maré.
4) Decaimento das bactérias coliformes (T90%): foi realizada avaliação da taxa de decaimento dos coliformes através de ensaios de decaimento a salinidades distintas.

Os resulados mostram que os processos sedimentológicos na laguna são intensos, provocando largas movimentações de sedimento. Contudo não foi observado um processo de assoreamento intenso, apenas os sedimentos se deslocam de algumas localidades para outras, provavelmente em função dos diferentes regimes de vento. A modelagem mostrou que as taxas de troca com o mar são insignificantes e o principal fator de movimentação das águas na laguna é o vento. É provável que os ventos forçam uma circulação intensa na sua direção que é compensada por correntes de retorno pelas margens protegidas e eventualmente pelo fundo, indicando a possibilidade de estratificação das correntes.

A intensa salinidade é atribuída à pouca troca de água com o mar e ao baixo afluxo de água doce, devido ao tamanho reduzido das bacias de drenagem e à baixa pluviosidade. As taxas de decaimento calculadas em função da salinidade são baixas, da ordem de 103 horas para salinidades de 65, mostrando que o principal fator de decaimento é a radiação UV.

A modelagem, a colimetria e a batimetria constituem informações importantes para o processo de gestão da qualidade da água na laguna de Araruama.


 


 

 

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